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Xiaomi é acusada de espionagem

A Xiaomi foi recentemente acusada de coletar informações de navegação sem a permissão de seus consumidores. A denúncia afirma que a empresa chinesa realiza uma espécie de espionagem durante várias atividades corriqueiras de seus usuários, inclusive, com o modo anônimo ativado no navegador, o que vai contra a própria existência da função.

De acordo com o relatório da Forbes, o navegador usual da companhia estaria armazenando, gravando e até enviando para fora as atividades de navegação de quem o utiliza. Dessa maneira, a lista de site visitados, o histórico de buscas, o que foi especificamente consumido no feed de notícias e até mesmo os metadados do dispositivo estariam sendo violados.

Comprovando as acusações

Aparelho Xiaomi Mi 10

Aparelho Xiaomi Mi 10

A revista americana ainda consultou dois especialistas (Andrew Tierney e Gabriel Cirlig) em segurança de dados para apurar as acusações a chinesa. Ambos constataram fatos preocupantes a respeito da ausência de transparência da empresa em relação a utilização dos dados de seus consumidores, com enfoque em testes nos aparelhos Xiaomi Mi 10, Xiaomi Redmi K20 e Xiaomi Mi MIX 3.

Mas a problemática atinge não só os usuários de aparelhos da Xiaomi, como também usuários de celulares de outras marcas que utilizam algum produto da Xiaomi em seus smartphones. Sendo a ação dos navegadores a parte mais preocupante, todos aqueles que utilizam algum aplicativo da empresa disponível na Google Play Store, como o Mi Browser Pro e o Mint Broswer, estariam vulneráveis a possíveis espionagens.

Alguns testes práticos revelaram que o Mi Browser, mesmo acessado em modo privado, registra os caminhos de navegação do aplicativo no aparelho em questão. Essas informações vão parar em locais como Singapura e Rússia, através de servidores remotos, de domínios chineses, da Xiaomi. Nesse processo, os pesquisadores ainda afirmam que isso é realizado com uma criptografia de fácil resolução, o que implica que esses dados podem ser acessados por terceiros, inclusive na execução de eventuais cybercrimes.

O que diz a Xiaomi?

A multinacional chinesa alega que as denúncias não têm fundamento e que executam suas políticas privacidade e segurança com efetividade e transparência, seguindo todas as leis e regulamentações estabelecidas sobre armazenamento de dados dos seus consumidores.

No entanto, a fabricante de gadgets confirmou que, de fato, estavam sendo coletados dados de navegação com o consentimento do usuário, de forma em que as identidades se mantém anônimas para impossibilitar o rastreio de pessoas, algo também realizado por outras companhias de tecnologia.

Quanto a ausência de privacidade no modo anônimo, a Xiaomi nega que o intuito da função esteja sendo violado. Ainda afirmam que as sugestões de termos de pesquisa são soluções comuns adotadas por empresas de internet com o intuito de aprimorar a experiência com suas plataformas e que as informações não podem ser identificadas de forma individual, mesmo com os especialistas da Forbes provando o contrário.

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