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O novo Facebook para desktop

O novo Facebook para desktop já está disponível há alguns meses. Após um tempo de testes, o redesign da interface para desktop está oficializado e disponível para qualquer usuário. Anunciado desde o ano passado, o redesenho da plataforma visa uma abordagem mais minimalista e vinha sendo atualizado por partes. Ainda em março, a empresa adicionou uma opção para experimentar a nova versão, com a possibilidade de se restaurar a versão antiga da plataforma e relatar o motivo através de feedbacks. Atualmente, o redesign da versão desktop do Facebook está em pleno funcionamento:

Novo Facebook

Mensagem que aparece assim que o usuário faz o update para a nova versão.

O novo Facebook

A mudança numa plataforma tão consagrada pode causar estranhamento em vários usuários, especialmente quando se trata do redesign de um site tão popular e que abrange quase todos os tipos de público. Nessa perspectiva, a simplicidade é o diferencial da atualização, o que pode até parecer contraditório diante das constantes mudanças que a empresa vem promovendo.

O novo Facebook para desktop se baseia muito na versão mobile, ele é projetado para oferecer tempos de carregamento mais rápidos e navegação mais fácil e fluida. A empresa afirma: “Crescemos desde que o Facebook.com foi lançado há 16 anos.(…)Criamos novos recursos, otimizados para novos dispositivos e sistemas operacionais, e expandimos para centenas de idiomas. Recentemente, nos concentramos na experiência móvel do Facebook e percebemos que nosso site para computador ficou para trás. As pessoas precisam que ela também acompanhe essas mudanças. ”

Modo escuro e outras novidades

Outra novidade bastante esperada por muito usuários é o modo escuro ou modo noturno. Esse feature já está presente no Twitter (versão mobile e desktop) há algum tempo e tem uma ótima aceitação. O modo escuro traz benefícios para os olhos e promove uma melhor visualização geral de vídeos, o que se tornou uma grande prioridade de Mark Zuckeberg nos últimos anos.

Agora, nessa nova versão, criar grupos, páginas e ads têm processos mais rápidos e simples do que nunca. O novo Facebook também permite previews de todas essas modalidades de criação de página ou conteúdo, antes que você possa apertar o “publicar”, o que evita muita dor de cabeça para usuários e para quem produz conteúdo profissionalmente.

De forma bastante transparente, o Facebook está ativamente querendo seu feedback a respeito das mudanças. Existe um ícone “dar feedback” fixado nas opções do canto superior direito da nova interface. Isso tudo para que o usuário possa relatar possíveis insatisfações para moldar a versão desktop mais funcional possível, que pelas próprias palavras da empresa, é também uma forma de compensar pelos anos de priorização da versão mobile.

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Facebook contra a pseudociência?

Estaria o Facebook combatendo a pseudociência? Quase isso, mas a gente explica: recentemente, a rede social de Mark Zuckeberg removeu a categoria “pseudociência”da lista de filtros de interesse que os anunciantes podem escolher ao utilizar o serviço de ads da empresa. Não coincidentemente, a alteração ocorre justamente durante a crise da COVID-19.

Qual a relação?

Bom, o Facebook e as redes sociais no geral, vêm redobrando a preocupação e os cuidados em relação a disseminação de desinformação em suas plataformas durante a quarentena. Os usuários relatam, desde posts apagados, até publicações da OMS aparecendo para quem curte ou comenta fake news.

Entretanto, a rede social americana ainda permitia o vínculo dos anunciantes à categoria “pseudociência”, o que garantia um alcance para mais de 78 milhões de pessoas interessadas no tópico, ou na maioria dos casos, em desinformação. A categoria está na ativa desde 2016 e foi removida há algumas semanas com objetivo de prevenir abusos em seus anúncios, como afirma o Facebook.

Controvérsias

A rede social mais usada do mundo enfrenta críticas à ética de suas políticas de anúncios e algorítimos há anos, desde questões de mercado até questões sociopolíticas. Com isso, a empresa já foi cobrada de pronunciamento pela opinião pública em 2019 por listar “controvérsias sobre vacinas” como filtro para anunciantes, ou até mesmo, em 2017, quando era possível direcionar publicidade para públicos antissemitas. Os casos citados já não existem mais na plataforma.

Afinal, o facebook está contra a pseudociência? De certa forma, sim. A empresa parece compreender melhor o seu papel social atualmente, seja por conveniência, seja por tomada de consciência, o fato é que a rede se tornou mais ativa no controle da propagação de desinformação. Algo que é não só fundamental em termos de sociedade e democracia, mas também na segurança em meio à pandemia, considerando as consequências devastadoras das fake news.